sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Dicas (meu diário) de viagem Santiago 2

02/02/10
Super animada pra ir na Concha y Toro, mas nada animada com os preços (U$$ 64 por pessoa!!!) que as agências cobram? Vai de metrô gata! Super tranquilo andar de metro por lá, e tem várias estações como a Sé, que cruzam outras linhas, mas antes de sair do hotel peça para o moço da recepção reservar pra você, nós marcamos para as 10:30, colocamos nosso All Star no pé e fomos embora!




Dica: do centro para a a estação Puente Alto (a última de uma das linhas) dá uma hora, do metrô Baquedano para a mesma estação dá uns 45 min, então se programe, tem que fazer baldeação, mas todo mundo se desdobra pra te ajudar a entender e existem vários caminhos pra chegar até lá. Valor do metrô 400 pesos por pessoa, um pouco menos de 1 real.

Chegando na estação Puente Alto desci e perguntei pra uma menina onde ficava a Vinícola, ela me olhou com cara de "essa guria tá louca" e falou q era ali, (a avenida saindo do metrô tem esse nome), e foi uns bons 15 minutos e muita mímica de fingir que tava bebendo até ela entender que eu queria ir na "Viña Concha y Toro". Saí e peguei um táxi, me informei no hotel quanto dava até lá (2000 pesos), o motorista me cobrou 3000, mas você também pode pegar vários ônibus que tem ali em frente.



Dica: em Santiago eles não tem muito costume de ligar o taxímetro não, combine antes de entrar, não tivemos problemas em relação a isso. Mesmo sendo um local seguro fique muito atento no metrô, eles não vão te assaltar, mas sua câmera fotográfica, sua carteira podem "sumir" do seu bolso sem você perceber, o que realmente aconteceu com um casal de brasileiros que estava por lá, não desvie nem por um segundo os olhos das suas coisas e não deixe NADA no bolso de trás. E gente, passaporte é pra ficar no COFRE do hotel, leve com você uma cópia do passaporte e do seu seguro, é o suficiente.

A "viña" é um pouco longe da estação, dá uns 15 minutos de táxi, conte com esse tempo pois o tour começa pontualmente e seu nome vai estar lá na porta. Tem duas opções, a primeira com o tour mais a degustação de 2 vinhos por 7000 pesos (28 reais por pessoa), e a outra com o mesmo tour mais 4 vinhos e uma tábua de queijos e etc (o valor me fugiu da mente, mas era algo como 15000 pesos por pessoa), peguei o de dois vinhos pq, poxa vida, ainda eram 10:30 da manhã, rs!
O passeio é bem bonito, o lugar é muito agradável, tem lagos, tem flores, tem o lugar que o Don Melchor disse que morava o Diabo e que ele guardava as melhores garrafas, tem as uvinhas no pé, e no fim você ganha a sua tacinha linda (que trouxe no colo desde Santiago passando por Mendoza, Buenos Aires e São Paulo, rsrs) e se quiser fica à vontade para tirar mais fotos e pedir uma comida no restaurante lindo que tem ali. Nós pedimos mais uma taça de vinho (hihihihi) e uma porção muuuuuuito gostosa de empanadas (camarão, queijo, carne 5.500 pesos 6 empanadas pra enganar bem a fome).




Dica: na hora de sair tem alguns táxis que ficam ali na porta esperando, e provavelmente algum brasileiro simpático vai querer dividir com você. Se você curte muito vinho faça o tour um pouco mais tarde, assim você aproveita mais, mas não esqueça de reservar. Eles aceitam efectívo (dinheiro vivo) peso e dólar e o bom amigo cartão de crédito, lá não tivemos problemas com o troco (vuelto), mas na Argentina recomendo fortemente você andar com dinheiro trocado.




Voltamos de metrô e lógico que a lombriga do meu marido já estava com fome de novo, então paramos no Azul Profundo, altamente recomendado pelas amigas de blog, e uma leitora num comentário disse que estava lá, me viu e não foi falar comigo! Ah..... Esse restaurante fica na Av. Constituicíon 111 (tem um restaurante ao lado do outro) no bairro BellaVista, e a especialidade? Frutos do mar! Pedimos uma tábua pornográfica de frutos do mar com vieiras, camarões, lulas, locos e machas (marisco locais) e salmão. Gente, o salmão que a comemos aqui no Brasil tem gosto de isopor perto do de lá, tem outro sabor, muito diferente, os camarões são tão frescos que chegam a ser doces e explodem na boca. Estava tudo ótimo, só as lulas que passaram um pouquinho do ponto, no mais, perfeição.




Dica: a comida lá com raras exceções demora muito pra chegar, coisa de 40 minutos, então não adianta chegar morrendo de fome, rs. Todos os couverts que nos serviram lá foram cortesia e são muito gostosos. Ah, e de novo, peça um balde com hielo porque até nesse super power restaurante a Pepsi veio quase que na temperatura ambiente...

A tarde estava muito quente e muito seca (quase que 35 graus) mas mesmo assim resolvemos conhecer o Cerro Santa Lúcia, como nosso hotel estava muito bem localizado (ao lado do metrô Baquedano) fomos a pé seguindo o rio Mapocho, passamos por um parque que é uma praça, rs, muito lindo e agradável, até sentamos ali pra esfriar um pouco a cabeça, acho que se chama Pç. República e tinham muitas crianças lindas (as menininhas lá são lindas demais, todas com maria chiquinha, bem branquinhas de olhos e cabelos escuros, pensamos seriamente em sequestrar uma delas mas não rolou), uma até perguntou: Brasileña? Owwww, e elas falando Papi, papi!!! Ops, desviei do assunto. Lá na praça perguntamos a direção do Sta Lúcia e cada um disse uma coisa, rs, que ótemo! Eventualmente achamos o caminho e demos de cara com uma feirinha de antiguidade muito simpática antes de entrar no Cerro.



Dica: nos informaram caminhos diferentes pq. o cerro tem várias entradas, uma tem a feirinha, na outra tem uma fonte, veja os predinhos em volta e me diga se você não quer se mudar para ali agora! E uma dica essencial de beleza, leve bepantol, foi o que salvou os nossos pés e nossos lábios, lá nessa época é seco demais!!!


Na volta passamos em frente ao rest. Como água para Chocolate, que era o único lugar que eu exigi jantar nessa viagem e fizemos a reserva pessoalmente, no hotel o moço não conseguiu e disse que estava lotado, vai entender.
O lugar é lindo, clima excelente, atendimento mega rápido e eficiente, a montagem do prato é uma coisa tão linda que dá dó de comer, eu pedi um ceviche com abacate, cebola (gostosinho mas ok) e meu marido um carne não sei do que que faz o maior sucesso pois várias mesas tinham pedido (estava delicioso).





O couvert eram vários pães com uma salsa (molho) de coentro, muito saboroso e a sobremesa que leva o nome da casa estava INCRÍVEL! Não dá pra descrever a textura, não era mousse, não era gelatina, não era pudim, era uma nuvem mega deliciosa de chocolate com coisas não identificadas que ficou na memória, até meu marido que não gosta de doce se rendeu. E sim, eu tomei mais um pisco sour, mas esse tava forte como um, um... ih, não me lembro, se não lembro eu não fiz, e ainda bem que o hotel era perto, rsrs.




Dica: fiquei mega preocupada com o figurino pra ir jantar nesses restaurantes, levei vestido e etc, me senti bem, vestida desse jeito, maquiada, com um sapatinho bonito, mas tinha muita gente mega normal de tênis, bermuda, bem turista, e todos foram bem atendidos. As chilenas se vestem bem, discretamente, calças no tamanho certo, nada agarrado demais e quase não usam salto, tinham vários chilenos nesse jantar e todos estavam de jeans, uma blusa bacana mas descontraído. Evite decotes ou roupa muito justas pq vai chamar muito a atenção, vão olhar pra você e fazer o comentário: brasileña! Não com desdém ou algo do tipo, é mais uma constatação, e eu vi fazerem isso na rua com uma menina que estava com uma calça justíssima e salto alto, e sim, ela realmente era brasileira.



E depois PRAIA! ...continua
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