quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quase dezembro

Quando eu era pequena meu desespero no ano novo é que no dia seguinte já era outro ano e o tempo não parava. Não para mesmo. Pra nada. Nem pra dor, nem pro sofrimento, apesar de a gente achar que ele se prolongue nesses momentos. Nem na alegria, no êxtase, na felicidade, mas nesses momentos achamos que o tempo voa.
Dezembro já tá vindo aí, batendo na portinha. Foi um bom ano pra você? Está sendo um bom momento pra você? O que você fez, no que você melhorou, no que você não conseguiu evoluir, que laços se romperam e quais você tentou consertar, o que você disse que nunca faria e fez, o que você prometeu sempre manter e jogou fora?
Você ainda faz promessa de ano novo?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Você, so você...

Quantos papéis a gente interpreta nessa vida? Mal a gente nasce e já somos filha de alguém, neta, paciente. Somos alunas, tias, irmãs, mães, esposas, caçula, mais velha, chefe, empregada. E nessa roda viva, nesse constante respirar acelerado esquecemos do papel principal. Quem é você? O que você é? Esqueça seus relacionamentos, seus problemas, suas ligações. Pensar em você mesma não é egoísmo. Agora nesse momento você não é filha, nem mãe, nem amiga. Fechamos a cortina e estamos no camarim. O que você quer, do que gosta, o que sente, do que precisa? Se nesse instante você não tivesse nenhuma obrigação a não ser fazer você mesma feliz o que te levaria a esse estado?
Agora posso te contar um segredo? Você nasceu para isso, para ser feliz. Sei que a vida te leva pra cá, te puxa pra ali, os relacionamentos comandam o mundo, mas você só vai conseguir ser uma pessoa melhor para os outros se for boa com você mesma.
Quer viajar, ler um livro, não fazer nada, fazer uma massagem, um tratamento estético, tomar um banho de banheira, pintar as unhas, olhar vitrine, apenas respirar fundo e não pensar em nada? Tá esperando o que? Só você pode se fazer feliz, a felicidade nunca pode depender de qualquer fator externo, nem de marido, nem de dinheiro, nem de filhos. Por isso você vê tanta gente se arrastando pela vida com aqueles olhos tristes, marido, filhos, uma casa bonita, um bom emprego, e um imenso peso. O que está faltando pra essa pessoa? Ela mesma.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Abrindo a carteira

Eu já tive problemas com dinheiro, não de ficar devendo, gastar mais do que deve ou coisa do tipo, eu era muito, mas muito digamos "econômica". Não gastava nada comigo, nunca comprava uma roupa nova ou me fazia um mimo, mas aprendi a lidar com isso e mudar essa característica minha.
O dinheiro não é bom ou ruim, ele é neutro, o que nós fazemos com ele é que pode não estar certo, e a vida cobra. Eu conheço uma pessoa muito reclamona, sempre fala que não tem dinheiro mesmo quando tem, que se faz de coitada, que não pode sair pra almoçar fora pq não vai ter dinheiro pra pagar o condomínio, e aí um belo dia você liga pra casa dela e recebe a notícia de que foi viajar, ou seja, puro charme, ou melhor chatice. Mas a vida cobra e de tanto falar que não tinha dinheiro aconteceu exatamente isso que ela tanto reclamava.
Tem uma outra que é mega econômica, de rodar kms atrás de um detergente que está 5 centavos mais barato, e é incrível, a vida dessa pessoa não vai pra frente, mesmo quando aparece um $$ inesperado não sabe usar e ele evapora.
Dinheiro é energia e não pode ficar parado, não quer dizer que você não deva ser econômico, fazer investimentos ou uma aposentadoria privada, mas tem gente que só acumula e a energia não circula. Eu estava bem assim uma época, completamente acumulativa, bitolada, aí acordei um dia e pensei, poxa, posso morrer amanhã e não aproveitei nada, não me dei presente, não ajudei alguém, tá o $ parado e minha vida tá parada (nossa, quanta coisa pra se pensar quando acorda, né? rsrs). Me arrumei, fui dar uma voltinha e resolvi comprar umas rasteirinhas pra mim, estava precisando, ia viajar e não tinha nenhuma, eu juro que enquanto estava no shopping me telefonaram, me convidaram pra um trabalho a ser feito ainda naquela semana e o dinheiro ia dar e sobrar pra viagem! E uma outra vez resolvi - depois de um período cinza - cuidar de mim, me mimar mesmo, massagem, tratamentos e frescurinhas, me desliguei dos problemas dos outros e gastei um pouco comigo, do nada me mandam um e-mail dizendo que vão me pagar uma conta que está pendurada já faz 10 anos!
Energia é feita pra circular, coisas paradas atraem coisas paradas, mixaria atrai mixaria, mudar seu pensamento e a forma com que você trata o dinheiro faz com que ele vá e volte em dobro pra você.
Tudo guardado as devidas proporções é claro, não vale usar esse post como desculpa pra comprar o seu décimo peep toe preto, rs. Ou vale, né? Se tiver na promoção...

PS:já que estamos no assunto aproveite esse fim de ano pra fazer aquela mega limpa no seu armário, doe tudo que você não usa há mais de 1 ano, e abra espaço para coisas novas na sua vida. Só entra o novo se o velho sair!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

People don´t change

Não sei vocês, mas eu tenho alguns processos de sofrimento e queria muito me livrar deles. Talvez os conhecendo eu possa melhorar isso, mas pra ser bem sincera sou assim desde criança. É como diz o Dr. House: people don´t change.
Eu sou assim ó, chega um texto de um trabalho pra eu decorar, leio uma vez e entro em pânico, acho que nunca vou conseguir, que aquilo é impossível, sofro horrores, me dá preguiça, invento desculpas para não ler e de repente eu decoro. Vergonhoso! Quando eu era criança fazia O drama em véspera de prova, chorava, falava que não sabia nada e voltava com um 10!
Mas descobri que eu não sou a única, meu marido consegue ser pior, rs. O processo dele é em relação a compras e escolhas. Ele compra um sapato, adora, acha lindo, assim que chega em casa já não acha tão bonito, diz que o número tá errado, que machuca o pé, que não combina com nada, e isso fica acontecendo por dias, semanas e dependendo do assunto por meses. Aí, de repente, não mais que de repente ele fala: nossa, esse sapato é lindo, né?
Estamos praticamente empatados no quesito loucura, e vocês?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Saci

Uns meses atrás sumiu meu negocinho de senha do banco, até comentei aqui. Procurei, revirei e até agora o negócio nao apareceu. Ontem estava na minha cama decorando um texto para um teste, levantei pra atender o telefone e quando voltei tinha sumido. Meu ap é micro, não tem onde perder um papel em 5 segundos, ainda mais que eu estava sozinha. Olha, até na geladeira eu procurei, embaixo da cama, do sofá, no armário, e nada. Evaporou-se. É o Saci, só pode rs.
Mas aí fiquei encanada, tipos será que não é pra eu fazer o teste? Pq como pode o negócio ter evaporado? Uma vez quando eu morava em Curitiba tínhamos alugado um carro, a mudança ainda estava sendo feita então só tinha uma caixa aberta, o sofá da sala coberto com um lençol e o colchão no chão, resolvemos sair e cadê a chave do carro? Procuramos muito, mas muito mesmo, levantamos o lençol do sofá, olhamos em baixo, passamos a mão, olhamos o colchão, dentro da única caixa aberta e nada. Chamamos o cara da empresa de locação de carro, ele foi lá levar a chave reserva. Ficamos meio assim e resolvemos não sair mais naquela noite, assim que decidimos isso levantamos o lençol do sofá pela terceira vez e simplesmente a chave apareceu no lugar que já havíamos procurado.
Sei lá, será que se eu decidir não fazer o teste o roteiro aparece?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Laço

Um dos pedidos de casamento mais bonitos feitos em filme na minha opinião é o que o Ed Harris faz para a Julia Roberts na película Lado a Lado. Ele dá uma caixinha, ela abre e dentro tem um carretel de linha, uma ponta ele amarra no dedo dela e na outra ele coloca a aliança, enquanto a aliança percorre o caminho até o dedo ele faz um discurso belíssimo dizendo que no seu primeiro casamento ele deixou a linha se romper e que agora ele não quer que isso aconteça novamente.
Durante a nossa vida muitas linhas se rompem, brigas com colegas, desentendimento entre pais e filhos, rusgas entre irmãos, problemas com amigos. Acho até que tudo é reversível, a gente consegue consertar a linha, dá um nozinho e a ligação está feita de novo, dá até pra fazer um cachecol com a linha arrumada, mas o nó sempre vai estar ali, por mais que se disfarce, puxe pra dentro, cole, costure, e sempre vai incomodar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Uma certa birra com o Natal

Fui ao supermercado semana passada e já tinham várias renas de pelúcia para pendurar na porta, ou seja, já é quase Natal oficialmente então posso começar a leva de posts sobre traumas de infância, papai noel e presentes. Sabe, eu tenho uma certa cisma com datas comemorativas como dia dos pais, das mães, Natal e afins, qualquer data que carregue uma certa obrigatoriedade de cumprir um cronograma e protocolo. Mas como você não gosta de Natal, pessoa sem coração! - alguém mais exaltado grita-, calma meu filho, eu já vou explicar, deixa eu divagar um pouco antes.
Quando era criança (nem faz muito tempo, tá?) era bem legal, tinha árvore, a gente saía pra comprar enfeites fofoletes, às vezes era na casa da vó e outros lá em casa mesmo, tinha a ceia, tinha presentes, mas nada muito tradicional, a gente abria os presentes bem antes da meia noite, assistia novela, aí jantava, vinha o especial da Xuxa e todas as crianças presentes já tinham cansado dos seus respectivos brinquedos e queriam o do outro. Isso sem entrar em detalhes de filas no shopping para ver o papai noel, eu nunca queria, era a decepção da família, até hoje guardo um certo, uhum, "respeito" por pessoas vestidas de Papai Noel (palhaços e afins, mas outro dia eu conto).
As crianças cresceram e os adultos deram uma desanimada forte, forte mesmo. Era uma briga pra se montar a árvore, ninguém queria cozinhar (como assim, não passo o Natal sem meu salpicão de frango defumado), meu vô já estava ficando velhinho e queria comer a ceia 6 horas da tarde, minha mãe num ânimo contagiante sempre escolhia esse dia para pegar no meu pé, um reburduncio.
Aí conheci meu marido e a família dele é oposta a minha em relação ao Natal. Oposto. Contrário. 180 graus. Espero ter me feito clara. Mega tradicional, funcionários são contratados, comidas são encomendadas, louças são alugadas, vestidos são comprados, a ceia começa às 22:00, os presentes só podem ser abertos à meia noite, boring pra mim que nunca me fiei às tradições. Respeito mas não compartilho. Logo eu que cansei de passar Natais de pijama, ceiando a hora que desse vontade, acabando com as cerejas da mesa antes mesmo de abrir os presentes. Ano passado eles até tentaram fazer uma coisa mais íntima, cada um levou um prato, mas acho que eles não curtiram pq esse ano vai voltar o velho esquema, e eu vou voltar a passar o Natal na casa da minha irmã, lá onde meu cunhado fica feliz com um dedo de Cidra Cereser ou Chuva de Prata (adooooro, rs), isso sim é que é tradição de Natal.
E a cisma, um leitor mais atento pergunta, calma, explico agora.  Neguinho briga o ano inteiro, fala mal do tio, reclama da prima e nesse dia todos resolvem se reunir e serem fofos, pq o espírito de natal que ZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Meu poupa gente, não é o cúmulo da hipocrisia escolher apenas um dia do ano para ser uma boa pessoa? A gente não deveria tentar ser uma pessoa melhor a cada dia do ano? Escolher uma época específica para isso me parece deveras suspeito.
Então é natal, já canta ao longe a Simone...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mini saia justa

Passada a ferro e engomada com o que aconteceu na faculdade Uniban.
A menina foi com um vestido. E isso bastou para ser ameaçada de estupro, ser xingada de puta e outras amenidades. Fiquei mais chocada ainda que ontem no Fantástico disseram que não foi a primeira vez que isso ocorreu no local, mostraram imagens de uma menina tendo o seu carro chutado por motivos parecidos.
E mais passada ainda eu fiquei pq o Fantástico me chama a Glória Kalil para analisar o vestido, e faz votação virtual perguntando se a menina devia ou não deveria ter ido com aquele vestido.
Tá todo mundo entendendo errado, a questão aqui não é o vestido, o tamanho da saia, o figurino, e sim a atitude nazista e tacanha de universitários que param uma faculdade, desrespeitam os professores, chutam as portas, ameaçam um ser humano por causa de um pedaço de roupa.
Nada justifica. Que mente é essa? O que se passa na cabeça dessas pessoas? Como foi muito bem falado pela Astrid Fontenelle se um tacasse uma pedra todos iriam atrás. A massa é a massa. Disforme, podre, fede.
E capaz das namoradas dos rapazes defensores da moral e bons costumes se vestirem igual.
E muito capaz das meninas que fizeram parte terem saias mais curtas.
Mas não pode ir vestido assim numa faculdade, alguém grita. A questão NÃO é essa. Ninguém tem direito de agredir um ser humano, nem com motivo, o que dirá por um vestido.
Ainda bem que o mundo vai acabar em 2012 mesmo...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Adeus ano velho

Eu já estou com "adeus ano velho, feliz ano novo" na cabeça pq pra mim esse foi um ano arrastado. Arrastado no sentido de tropeços, pq na verdade passou muito rápido. Você não imagina quantos tropeços, lombadas e buracos é capaz de aguentar até passar por eles. E foram muitos, a maioria disfarçada de campos verdejantes, mas com armadilhas cobertas por flores e galhos. De algumas armadilhas eu desviei, em outras mergulhei de cabeça de olhos fechados.
Se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que o mundo dá voltas.
E hoje ele continua girando.
Amanhã também.
E assim será até sempre.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A casa da minha vó

Morei em Santos, onde nasci, até uns 4 anos. Mãe e pai trabalhavam em São Paulo, meu irmão ainda não existia, eu e minha irmã ficávamos o dia inteiro na casa da minha vó. Lembro muito claramente de ir com minha vó no portão ver minha irmã ir para escola com uma saia branca plissada (linda) nos dias de educação física. Era meu sonho ter uma saia igual. Achava tão lindo vê-la se afastar de costas de mãos dadas com meu vô.
Quando ela voltava trazia da merenda um saquinho com umas bolachas deliciosas que a gente batia com leite no liquidificar e tomava feito vitamina, não consigo lembrar que gosto tinha ou de quem foi a idéia de bater a bolacha com leite, mas só sei que era bom, e parecia festa quando ela chegava com essas bolachas.
Minha vó morava na R. da Liberdade, 109, moramos um tempo lá, de dormir, acordar, tomar café, todos juntos, mas também lembro de um apartamento na Vila Belmiro que meus pais alugaram depois de um tempo. Desse apartamento não lembro quase nada, só de um abajour em forma de palhaço (kistch) e do meu vô me levando para assistir ao treino do Santos no campo que era muito perto, a gente ficava numa grade e ele me segurava no colo bem alto.
Na casa da minha vó tinha a Ilha da Fantasia, que era a garagem, cheia de milhões de cacarecos e que me parecia enorme ante meus 3, 4 anos. E também tinha a cadeira de balanço que meu vô sentava e contava histórias enquanto eu ficava puxando a pele da mão pra cima e rindo muito porque ela demorava pra voltar. A cadeira ainda existe, mas está na casa do vô, chamada assim porque a vó já foi pro céu.
Minha vó fazia rocambole e enrolava no pano de prato polvilhado de açúcar. Meu vô fazia caranguejo, comprava vivo e deixava no tanque para as crianças (eu e minha irmã) brincarmos, mas ele era bonzinho e matava os bichinhos antes de colocar na panela com tomate, cebola e cerveja. E ainda quebrava as patinhas e dava na nossa boca. Minha vó descascava laranja serra d'água (lima aqui em SP) e dava pra gente. Meu vô fazia o melhor feijão do mundo, sempre tinha carne seca, bacon e outras delícias. Minha vó fazia panetone sem as frutas porque a gente não gostava, sempre tinha manjar branco e batata cozida e frita na manteiga que eu adorava.
A gente dava banho de escova e sabão de côco na Guga, um cágado enorme que morava lá. Tinha goiaba com bicho na goiabeira e eu comia todos os tomatinhas cereja que minha vó plantava. Banho era de mangueira, no quintal, tinha que puxar a mangueira, passar pela janela, pendurar na grade e virava o melhor banho do mundo, mas quando a gente era menor o banho era no tanque, o mesmo em que os caranguejos passeavam antes de ir pra panela.
Na calçada tinha um ingazeiro, que dá um fruta parecida com a vagem da ervilha, só que dentro é cremosa, com fiapos e muito doce. Tinha um rack enorme na entrada, com pés palito, eu fuçava em todas as gavetas para descobrir segredos. Nesse rack que todo ano se montava a árvore de Natal, toda prateada, cheia de fiapos e bolas chiques de vidro que foram se quebrando com o tempo. Os presentes só apareciam depois que a gente saía pra dar uma volta com o meu vó e quando a gente voltava o Papai Noel tinhado passado por ali, que azar o nosso, ele sempre chegava quando a gente ia dar nossa voltinha. Minha vó sempre falou que só ganha presente quem acredita em Papai Noel.
Eu acredito até hoje e queria estar agora na Ilha da Fantasia chupando um ingá...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

2 coisas

Primeira coisa
Ontem tocou meu celular, 9 e meia da noite, hora da minha série favorita.
-Alô, D. Cinthya? Cinthya Rachel Abrantes?
-Sim, eu mesma.
-Olá, meu nome é Dejair e estou ligando do Citibank para lhe oferecer uma oportunidade como correntista...
-Hahhaha, é piada né? São nove e meia da noite você tá me ligando de um banco que nem é o meu?
-Não senhora, não é piada, é do Citibank mesmo.
-Bom Dejair, já que não é piada eu não vou nem deixar você falar, vou ter que desligar, um ótimo trabalho!
-...(atendente mudo)
-tuuuu, tuuuuu, tuuuuu

Segunda coisa
Detesto (depende da ocasião) quando afirmam que sabem o que eu estou pensando ou sentindo.
Num desses encontros de familia eu tava mega cansada pq estava cozinhando o dia todo e chega o fulano e fala:
-Você tá triste pq onãoseiquem não veio, né?
-Não, nem tava pensando nisso, tô cansada.
-Eu sei que vc tá triste pq ele não veio.
-Não é por isso, só estou cansada.
-Tudo bem, pode se abrir pra mim, vc ficou chateada que ele não veio né?

E a conversa pode se prolongar por horas pq a pessoa tem certeza que te conhece melhor do que vc mesma.
PS: o que acharam desse fundinho colorido, gostaram?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Encosta sua cabecinha no meu ombro e chora

Já ouviram falar naquela história que o processo de perda/luto/sofrimento tem fases? Você passa pela negação, acha que aquilo não está acontecendo, se isola, fica com raiva, negocia, entra em depressão e por fim aceita. Mas eu não sou assim não, percebi que meu processo de sofrimento é diferente, eu preciso chorar, como criança, sem ninguém por perto, mais ou menos assim...
Notícia triste: choro meia hora / fico bem algumas horas / choro mais uns minutos / fico bem / lembro no outro dia mas não choro / e beleza acabou.
Notícia triste grau elevado: choro meia hora / soluço como criança / fico parecendo o monstro do pântano, vermelha, catarrenta e inchada / pergunto Why God, why?? / bato a cabeça na parede / fico ótima / dois dias depois vem uma onde de tristeza por mais 10 minutos / suspiro / passa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Essa pessoa e o mundo que a rodeia

Essa pessoa é bem legal, bonita, simpática, inteligente, cheirosa e modesta. Essa pessoa é casada. Essa pessoa um dia estava na casa da cunhada, irmã do marido e ficou com vontade de tomar marguerita. A cunhada ligou para uma amiga da mãe que não entende ironias.
-Oi amiga da minha mãe, a minha cunhada tá aqui grávida de vontade de tomar marguerita, tem a receita?
A amiga da mãe que não entende ironias (tão ruim quanto ter que explicar piada) ligou para a mãe da cunhada, vulgo sogra d´Essa pessoa e disse que a nora dela (essa pessoa) estava grávida.
A sogra ligou para a filha (cunhada dessa pessoa) e perguntou, sendo que a cunhada desmentiu tudo, disse que era apenas uma piada.
Mas a sogra não acreditou. Espalhou para a família e acha que Essa pessoa está mentindo. Já falou pra irmã, pra mãe dela, pra vizinha da cunhada e anda olhando meio torto pra barriga dessa pessoa, que no máximo é uma gordurinha localizada, vulgo provolone.
Capaz de se não aparecer um bebê daqui a 9 meses a sogra ainda achar que Essa pessoa deu o "provolone" para adoção...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

...remoendo pequenos problemas...

Às vezes acho que tá tudo virado, todo mundo louco, pq não é possível o ministério público estar preocupado (e mandando notificação) para o autor Manoel Carlos só pq a atriz mirim Klara Castanho vai fazer uma vilãzinha. Tão dizendo que pode prejudicar a menina.

Pode prejudicar mais do que ficar sem estudar, passar o dia no farol pedindo dinheiro, não ter o que comer, ser agredido pela própria família, não ter onde morar, fazer trabalho escravo, usar drogas, não ter futuro, não ter sonhos, não ter perspectiva?

Alguém me explica?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Rainha dos taxistas

Eu sou musa. Eu sou fashion. Eu sou o must. Eu sou a rainha dos taxistas. Quiçá padroeira!
Peguei um táxi na sexta e lógico que puxei assunto (shame on me!): Nossa, que calor né? Ou qualquer deixa metereológica do tipo. Blá daqui, blá de lá, e começa o ataque:
-Você sabe que taxista é meio psicólogo?
-Imagino, as pessoas gostam de conversar, né?
-Não só de conversar, eu vejo cada coisa aqui nesse táxi.
Alerta amarelo
-Qual a sua profissão?
-Eu sou jornalista, escrevo, etc.
-Hum, olha o que você vai escrever sobre mim, hein? Porque se eu te contar cada coisa picante que já vi nesse táxi...
Alerta amarelo com bolinhas vermelhas
-Você sabe que cada um tem a sua história, né?
-Uhum...
-Outro dia entrou uma mulher no meu táxi e me pediu pra levá-la pra casa, mas que não estava feliz porque o marido não dava no couro fazia dois anos!
Alerta vermelho (Pai nosso que estais no céu...)
-É como eu te falei, todo mundo tem a sua história. E você, qual é a sua?
Uhu, altas sirenes, rave, ácido, gnomos saltitantes, ecstasy!!!
-A minha? Eu não tenho história nenhuma, inclusive pode me deixar aqui nessa esquina mesmo!
Fui a pé até a minha casa...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tensão

Eu durmo de boca aberta -calma, essa informação é necessária para o post, continue lendo- mas nem sempre eu dormi tão lindamente assim. Eu tive a sorte de ter os 4 dentes do siso, que beleza, e a minha dentista agourenta mandou eu tirar antes que desse algum problema. Como boa brasileira adiei o quanto pude (adiei tanto que quando liguei pra marcar, o dentista tinha partido dessa pra melhor, mas isso é história pra outro post), até que deu algum problema e fui de emergência na fofa da dentista.
Delícia, tive que tirar um pouquinho da gengiva com aquele bisturi elétrico, fica um cheirinho de churrasco incrível no ar. Enquanto a anestesia habitava meu corpo, permaneci feliz, muito feliz. Mas ela passou, e posso dizer q a recuperação foi pior que tirar os 4 dentes do siso de uma vez. A noite eu acordava com dor e percebi que doía pq eu fechava a boca com força e acordava com aquela pontada. Fui obrigada a aprender a dormir de boca aberta. Que cena linda.
E hoje muitas vezes na hora que eu vou dormir percebo que troquei a tensão na boca por outras coisas. Noto que minha mão está apertando o edredon, que meu pé está forçando o colchão, que meu pescoço não está relaxado no travesseiro. Se eu fico assim numa situação que deveria ser tranquila, a hora da naninha, imagina como eu não devo me tensionar o dia inteiro.
Cinthya, teu sobrenome é tensão (e ansiedade, e preguiça, e impaciência...)!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Coisas que aprendi pelo caminho

A gente se preocupa e dá muito importância à coisas que não deve, porque tudo passa.
Tudo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Modo de usar

Eu leio tudo. O manual de instruções, indicações de uso, modo de preparo.
Mas eu tenho uma mania.
Faço tudo ao contrário.
Sei lá, gosto da emoção, gosto de testar.
Meu marido fica louco pq ele faz exatamente o que está escrito.
Pré aqueça o forno a 180 graus por 10 minutos.
Ele pré aquece o forno a 180 graus por 10 minutos.
Eu ponho no 250 e deixo 2 minutos. Isso quando pré aqueço.
Não misture esse produto (easy off bang) com água sanitária.
Há! É a primeira coisa que eu faço, quero ver o que acontece. E sai fumacinha e fica quente, então não façam isso em casa, rs. Ah, mas fica tudo tão branquinho, rsrs.
E acabei de comprar o esmalte única camada e lógico que passei 2...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Aos leitores

Sempre achei que todo mundo tem um motivo de estar aqui. Aqui nesse planeta. E que muitas vezes por meio das nossas profissões podemos fazer algo em relação à vida do outro. Uma professora tem grande importância na formação do ser humano, um psicólogo ajuda você a se entender melhor, etc.

Quando eu tinha uns 14 anos, dei uma surtada: pra que servia a minha profissão afinal? Não via sentido prático pra coisa. Mas aos pouco fui entendendo que muita gente chega em casa, liga a TV e se diverte, se emociona, passa seu tempo. Muitas vezes é a única diversão daquela pessoa. Ou então a pessoa é sozinha, está no hospital, e a TV é a sua companhia. O que a gente faz influencia a vida de alguém.

Aí eu comecei a escrever esse blog. No começo você acha que está escrevendo para você mesmo, que ninguém lê. Aí começam a chegar pessoas, elas deixam comentários, conversam, fazem sugestões, viram amigas. Qual a importância de escrever? Sei pelos comentários que vocês deixam que muitas vezes faço vocês rirem, e isso me deixa tão feliz, mas tão feliz que não dá pra calcular. Mais inchada que um balão (um balão bonito, por favor!). Minha mãe sempre me dizia que eu deveria ser comediante pq faço as pessoas rirem, mas poucos conheciam esse lado, aqui no blog esse lado às vezes aparece, e me sinto muito bem de compartilhar com vocês.

Mas nem todos os dias são felizes, e amigos também compartilham os dias mais cinzentos, não é? E sinto que todos vocês são meus amigos. E quando tem um post meio desanimado as pessoas dão força, dão palpite e nos dão a mão, mas muitas vezes nem sabemos o alcance que aquele post teve. Pq posso escrever alguma situação aqui e alguém pode se identificar e ver que não é a única no mundo que passa por aquilo. Mas muitas dessas pessoas não deixam comentário e eu nunca vou saber se minhas palavras fizeram o bem para alguém.

Mas fiquei sabendo de uma pessoa que está passando por um momento delicado na vida, que vem aqui no blog, dá risada, e muitas vezes se vê refletida naquilo que está escrito. Ela deixa alguns comentários às vezes, mas só fiquei sabendo que ela gosta tanto assim porque é amiga da minha irmã, a Célia. E ela até briga com a minha irmã pq esta não tem costume de ler as minhas bobagens, rs. Isso aí Célia, briga mesmo!

Então através da história da Célia quero agradecer a todos os leitores e leitoras que sempre passam aqui pra espiar, comentando ou não comentando, é ótimo poder fazer parte do seu dia.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Coisas

-Será que as pessoas realmente só dão valor quando perdem? Vi muita gente reclamando de barriga cheia essa semana.
-Simancol para pessoas que se oferecem para ir junto em uma viagem romântica.
-Twitter vicia.
-Não gosto de pessoas que cutucam o pote de margarina com faca de serra!
-Vanish não tira mancha do colarinho sem esfregar, fato.
-Meu médico não quer que eu coma doce na TPM, talvez possa trocar o doce por estrangular alguém.
-A manicure nunca tem a cor que eu quero. E se eu peço cremoso ela insiste no cintilante.
-Acho que tenho cara de boazinha, pq as pessoas são muito folgadas comigo e me pedem coisas absurdas.
-Sonhei de novo que estava sendo perseguida (recorrente), mas dessa vez um amigo me acompanhava.
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