Páginas

Mostrando postagens com marcador mini contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mini contos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Post

Essa semana pensei em escrever sobre uma frase que me dá arrepios ("fulano é assim mesmo") que é usada para justificar as ofensas e grosserias ditas por alguém. Pensei também em falar sobre o efeito que a beleza causa, sua influência, suas vantagens. Casamento também era um assunto bom pra se falar, pois por mais legal que seja seu companheiro rola uma castração, você pode se sentir culpada de sair com amigos ou viajar sozinha, mesmo que o outro aprove. Coisa de menininha sempre rende, esmalte que tô usando, comprinhas. E fora que vou fazer 30 daqui uns 2 meses e estava pensando seriamente em viajar, mas pra onde? Umas férias de mim mesma, ir sozinha pra algum lugar, mas que lugar é esse ainda não sei. Faço festa, não faço festa? Vou ser madrinha do neném da minha irmã, é o primeiro da família, poderia falar sobre isso também, e que estou preparando o chá de bebê, com milhões de mini detalhes que adoro. Adoro um charme, uma frescurinha. Ontem mesmo comprei um dúzia de rosas cor de rosa, arranjei três de cada em mini copinhos e coloquei na abertura da minha cozinha americana, ficou tão doce. Hoje à noite vou fazer uma moqueca, uns 2 ou 3 amigos vem aqui, quem sabe se eu me animar ainda faço petit gateau de sobremesa. Talvez mostre o vídeo que fiz em Vinã Del Mar depois que tomei 1 mísero Pisco Sour pra me dar coragem de pisar no Pacífico, e eu tô tão feliz que dou risada só de assistir. Comprei lençóis novos, os que estavam aqui já não tinham mais jeito, é tão bom quando você casa e é tudo novinho, tem gente que com o tempo esquece de se dar essas pequenas gentilezas, como toalhas grandes, cheirosas, fofas e novas. Tenho lido muito, um livro grudado no outro e resolvi anotar todos os títulos que terminar esse ano, acho q hoje começo um novinho, sinto um prazer tão grande quando compro um livro novo e escrevo meu nome na primeira folha como quem diz: agora essa história é minha e vou guardar pra sempre.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu gosto é de mulher

Email enviado por mim para amiga X essa manhã...

"Cara amiga X, nosso almocinho ontem foi ótimo, estava com saudade de você e mais um pouco ia ficar com seu presente de aniversário pra mim, rs. Espero que tenha gostado porque os rapazes da mesa ao lado pareceram se interessar pelo pijaminha sexy com a calcinha de renda que te dei, acho que seu marido também vai me ligar agradecendo.
Mas quem se divertiu mais que a gente, aposto, foi o garçom. Depois que você exigiu pagar a conta e sempre muito discretamente com seu tom de voz suave (hahahah) ordenou: passe todo o valor no meu cartão porque nesse relacionamento quem manda sou eu, somos namoradas há muito tempo! o moço me pareceu um pouco zonzo, mas deve ter tido sonhos incríveis na noite passada. Talvez algo envolvendo chicotinhos e calcinha de renda, vai saber... Beijos "

terça-feira, 23 de março de 2010

Doriana

Ok, ok. Já vivi quase 30 anos sobre está terra para ter a consciência de que a vida, realmente, não é um comercial de margarina, pois por mais que o céu esteja azul, a mesa esteja posta, as pessoas sorriam sem mal hálito pela manhã e que alguma alma bondosa tenha batido um bolo de laranja, sempre temos que lavar a louça no final, mesmo que tenhamos lava louça, porque a louça não ter perninhas para ir andando sozinha...
Mas a vida podia ser, sei lá, um comercial de absorvente. Toda de vestido branco, cachos perfeitamente modelados, vento batendo no rosto, os homens te admirando, você se sentindo fresca 24 horas, andando de bicicleta, uma música feliz de fundo, e sem odores naturais...

terça-feira, 9 de março de 2010

Aí você morre...

Aí você morre e chega ao céu (a minha viagem sem escalas, por favor). Pedrinho, Miguelito, Rafinha, seja lá quem receba você pra dar as boas vindas e pergunta: então minha filha, o que você realmente aprendeu na sua estada? Hum, eu diria:
-Que tudo muda, que o mundo dá muitas voltas e que não há nada como um dia após o outro...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Blá

Falar mal é um dos esportes mais praticados no mundo, seja num encontro com os amigos, na hora do almoço com os colegas de trabalho ou até, quem diria, numa singela reunião de família. E é um esporte contagiante, basta um começar pra outro emendar uma história pior. Dependendo de pra onde essa conversa vai chega a ser terapeutico, você desabafa e não deixa a gastrite virar úlcera, mas tem gente que exagera. Uma coisa é contar uma história que a (palhaça bovina) da sua chefe fez, a bobagem que fulano disse, os absurdos que a sogra (não a minha, hein?) falou. Outra bem diferente é contar essas delicadezas da vida e desejar o mal para essa pessoa: a fulana é uma ridícula, me deu trabalho extra pro fim de semana, espero que ela morra e nada dê certo pra ela. Opa, opa, opa, calma lá amigo exaltado, pra que perder tempo desejando coisas ruins para os outros? Pra que gastar energia, neurônio e sentimento com isso?
Quem nunca saiu pra conversar, passar o tempo, o assunto enredou por esse caminho e acabou estragando o clima festivo, tranformando a tertúlia agradável num consultório de desabafo odioso? Faça o teste, no próximo happy hour com seus fulanos, se abstenha de falar mal dos outros. Sabe o você vai descobrir? Que é capaz de ficar mudo o tempo todo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Alone

A gente nasce sozinho e morre sozinho. Fato. Ninguém pode viver a sua vida por você. Ninguém pode tomar as suas decisões. Ninguém pode passar pelo seu sofrimento ou alegria. Mas ninguém está sozinho. No meio do caminho temos companhias, porque a gente só aprende convivendo com outras pessoas, e não sozinho no alto da montanha (apesar de muitas vezes dar vontade de sair correndo e passar umas férias por lá). E nesse estrada muita gente pode nos ajudar, nos dar a mão, abrir os braços. E quando aquela pessoa que podia te ajudar não o faz? Olha pra frente, porque nem sempre a ajuda vem de quem está por perto.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Em cima do muro

Esses dias ouvi uma frase interessante no BBB (shame on me!), que nem sempre é possível ficar em cima do muro, que temos que nos manisfestar e deixar clara as nossas intenções.
E poxa vida, quer saber? É verdade. Ok, ok, querer fazer a política da boa vizinhança, ser agradável, não se intrometer, mas não dá pra ser passivo e aceitar tudo.
Conheço uma pessoa muito querida, mas ela sempre aceita tudo, mesmo que vá de algum modo prejudicá-la. Isso é saudável?
Saber dizer não é tão importante quanto dizer sim...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Por dentro do outro

Você se conhece bem?
Bem mesmo?
Sabe como reagiria em qualquer situação?
Se muitas vezes não temos certeza nem do que vai por dentro da gente mesmo o que dizer do que vai dentro do outro.
Quem é o outro, o que ele pensa, o que ele sente, o que ele fala condiz com o que está na cabeça ou no coração?
O outro sempre me surpreende. Nem sempre é uma surpresa boa. Às vezes ele pensa o oposto de você e isso pode ser bom, ou pensa exatamente igual e nem sempre isso é tão legal assim.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Síndrome da fila (repostagem)

Carnaval, né?
Vou usar o truque da respostagem!
Eeeee!
Um texto bem do comecinho do blog quando ninguém vinha aqui, rs

Sempre achei que fila fosse coisa de paulista. Mas depois de muito viajar e conhecer outros estados e cidades, posso afirmar que fila é coisa de seres humanos em geral.

Eu particularmente não sou fã de fila não. Repudio todas as filas, e as que eu puder escapar e sair correndo eu fujo mesmo.
Banco por exemplo. Existe aquela lei que você pode ficar no máximo 15 minutos (faz me rir) esperando na fila para ser atendido. 15 minutos para o meu ser é muito tempo. Um grande desperdício. Dá pra tomar banho, ler um gibi, lixar as unhas, fazer um xixi, começar meu tricozinho. Para isso existe INTERNET, onde pago minhas contas sem ao menos tirar o pijama. Maravilhas do mundo moderno.
Mas ao contrário de mim existem muitas pessoas que são chegadas numa fila, elas realmente são afeiçoadas ao conceito de ficar "um atrás do outro feito gafanhoto". Essas pessoas tem a síndrome da fila, doença moderna ainda sem tratamento e que se manifesta de várias modos de acordo com o ser humano que está infectado.

Compulsivo: não importa do que é a fila, ele sempre chega junto, puxa papo, faz amizade, gosta de ser o primeiro, chegando ao cúmulo de começar a fila do cinema 2 horas antes do filme ter início.

Torcicolo: aquele que sempre levanta antes do ônibus ou avião abrir a porta quando chega ao seu destino, e como os apressados (leia abaixo) já levantaram antes dele, é obrigado a permanecer no seu lugar, de pé, com o pescoço torto devido a cabine ser mais baixa acima dos assentos.

Apressados: quando o funcionário do aeroporto avisa no microfone que dentro de 10 minutos começará o embarque, esse apressadinho já está na fila aguardando faz meia hora.

Paranóico: praticamente o maníaco da fila, mesmo tendo lugar (assento) marcado ele faz questão de ser o primeiro, empurra crianças e pisa no pé dos velhinhos, mantenha distância desse tipo.

Turista tipo paulista (válido para todos os estados brasileiros, o nome é apenas uma homenagem à minha terra): durante uma excursão de turismo, onde se acredita que as pessoas devessem estar mais relaxadas, esse louco por fila não mede conseqüências para ser o primeiro a entrar e sair de qualquer meio de transporte utilizado nos passeios. Se num passeio de barco o acaso reunir vários desses turistas paulistas, que com certeza vão se acumular na minúscula saída, e o barco virar, não se preocupe, o primeiro que cair na água prontamente vai gritar: Haha, caí primeiro!!!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Tem dias...

Hoje acordei na TPM modo Ultimate Fight.
Tomei remédio pra cólica que nem fez efeito.
Tinha que ir pegar um cheque (a pé, táxi ou busão pq tô sem carro).
Começou a chover.
Ok, vou na segunda.
Acendi uma vela com cheirinho pra dar aquele tchans no ambiente.
Quando voltei pra sala a vela tinha derretido inteira e a cera tinha se espalhado.
Espalhado no aparador de vidro.
Espalhado na minha parede vinho.
Espalhado no chão de madeira.
Lembrei do truque de usar um papel toalha e passar o ferro por cima.
O papel toalha tinha acabado.
Vamos de papel manteiga.
Passei no chão, melhorou 60%.
No vidro tirei na unha, 99% ok.
Na parede estava tudo indo bem.
70% retirado.
Só de cera.
Porque a tinta também resolveu sair da parede.
Pega a tinta que estava guardada para retoques.
Taco o pincel e depois percebo que ele está cheio de pó, pelos e organismos não identificados.
Chove mais, a tinta não seca.
Acho que vou voltar pra cama.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Exagerado, jogado aos teus pés...

Meu marido vive falando que sou exagerada. Que tô sempre com isso ou com aquilo. Dor de cabeça, picada de mosquito, retenção de líquido, garganta inflamada. Segundo ele eu sou muito frescurita. Que quando estou na TPM eu tenho cólica, dor de cabeça e dor nas costas ao mesmo tempo (Dear Good, faça com que todo homem vire mulher um dia na vida, e que nesse dia ele vivencie a plenitude feminina: TPM).
Isso tudo vindo de um homem que deu mal jeito no pulso ao abrir um vidro de geléia e declarou desesperado que aquilo não era normal e ele só podia estar com osteoporose...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Você, so você...

Quantos papéis a gente interpreta nessa vida? Mal a gente nasce e já somos filha de alguém, neta, paciente. Somos alunas, tias, irmãs, mães, esposas, caçula, mais velha, chefe, empregada. E nessa roda viva, nesse constante respirar acelerado esquecemos do papel principal. Quem é você? O que você é? Esqueça seus relacionamentos, seus problemas, suas ligações. Pensar em você mesma não é egoísmo. Agora nesse momento você não é filha, nem mãe, nem amiga. Fechamos a cortina e estamos no camarim. O que você quer, do que gosta, o que sente, do que precisa? Se nesse instante você não tivesse nenhuma obrigação a não ser fazer você mesma feliz o que te levaria a esse estado?
Agora posso te contar um segredo? Você nasceu para isso, para ser feliz. Sei que a vida te leva pra cá, te puxa pra ali, os relacionamentos comandam o mundo, mas você só vai conseguir ser uma pessoa melhor para os outros se for boa com você mesma.
Quer viajar, ler um livro, não fazer nada, fazer uma massagem, um tratamento estético, tomar um banho de banheira, pintar as unhas, olhar vitrine, apenas respirar fundo e não pensar em nada? Tá esperando o que? Só você pode se fazer feliz, a felicidade nunca pode depender de qualquer fator externo, nem de marido, nem de dinheiro, nem de filhos. Por isso você vê tanta gente se arrastando pela vida com aqueles olhos tristes, marido, filhos, uma casa bonita, um bom emprego, e um imenso peso. O que está faltando pra essa pessoa? Ela mesma.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Saci

Uns meses atrás sumiu meu negocinho de senha do banco, até comentei aqui. Procurei, revirei e até agora o negócio nao apareceu. Ontem estava na minha cama decorando um texto para um teste, levantei pra atender o telefone e quando voltei tinha sumido. Meu ap é micro, não tem onde perder um papel em 5 segundos, ainda mais que eu estava sozinha. Olha, até na geladeira eu procurei, embaixo da cama, do sofá, no armário, e nada. Evaporou-se. É o Saci, só pode rs.
Mas aí fiquei encanada, tipos será que não é pra eu fazer o teste? Pq como pode o negócio ter evaporado? Uma vez quando eu morava em Curitiba tínhamos alugado um carro, a mudança ainda estava sendo feita então só tinha uma caixa aberta, o sofá da sala coberto com um lençol e o colchão no chão, resolvemos sair e cadê a chave do carro? Procuramos muito, mas muito mesmo, levantamos o lençol do sofá, olhamos em baixo, passamos a mão, olhamos o colchão, dentro da única caixa aberta e nada. Chamamos o cara da empresa de locação de carro, ele foi lá levar a chave reserva. Ficamos meio assim e resolvemos não sair mais naquela noite, assim que decidimos isso levantamos o lençol do sofá pela terceira vez e simplesmente a chave apareceu no lugar que já havíamos procurado.
Sei lá, será que se eu decidir não fazer o teste o roteiro aparece?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A casa da minha vó

Morei em Santos, onde nasci, até uns 4 anos. Mãe e pai trabalhavam em São Paulo, meu irmão ainda não existia, eu e minha irmã ficávamos o dia inteiro na casa da minha vó. Lembro muito claramente de ir com minha vó no portão ver minha irmã ir para escola com uma saia branca plissada (linda) nos dias de educação física. Era meu sonho ter uma saia igual. Achava tão lindo vê-la se afastar de costas de mãos dadas com meu vô.
Quando ela voltava trazia da merenda um saquinho com umas bolachas deliciosas que a gente batia com leite no liquidificar e tomava feito vitamina, não consigo lembrar que gosto tinha ou de quem foi a idéia de bater a bolacha com leite, mas só sei que era bom, e parecia festa quando ela chegava com essas bolachas.
Minha vó morava na R. da Liberdade, 109, moramos um tempo lá, de dormir, acordar, tomar café, todos juntos, mas também lembro de um apartamento na Vila Belmiro que meus pais alugaram depois de um tempo. Desse apartamento não lembro quase nada, só de um abajour em forma de palhaço (kistch) e do meu vô me levando para assistir ao treino do Santos no campo que era muito perto, a gente ficava numa grade e ele me segurava no colo bem alto.
Na casa da minha vó tinha a Ilha da Fantasia, que era a garagem, cheia de milhões de cacarecos e que me parecia enorme ante meus 3, 4 anos. E também tinha a cadeira de balanço que meu vô sentava e contava histórias enquanto eu ficava puxando a pele da mão pra cima e rindo muito porque ela demorava pra voltar. A cadeira ainda existe, mas está na casa do vô, chamada assim porque a vó já foi pro céu.
Minha vó fazia rocambole e enrolava no pano de prato polvilhado de açúcar. Meu vô fazia caranguejo, comprava vivo e deixava no tanque para as crianças (eu e minha irmã) brincarmos, mas ele era bonzinho e matava os bichinhos antes de colocar na panela com tomate, cebola e cerveja. E ainda quebrava as patinhas e dava na nossa boca. Minha vó descascava laranja serra d'água (lima aqui em SP) e dava pra gente. Meu vô fazia o melhor feijão do mundo, sempre tinha carne seca, bacon e outras delícias. Minha vó fazia panetone sem as frutas porque a gente não gostava, sempre tinha manjar branco e batata cozida e frita na manteiga que eu adorava.
A gente dava banho de escova e sabão de côco na Guga, um cágado enorme que morava lá. Tinha goiaba com bicho na goiabeira e eu comia todos os tomatinhas cereja que minha vó plantava. Banho era de mangueira, no quintal, tinha que puxar a mangueira, passar pela janela, pendurar na grade e virava o melhor banho do mundo, mas quando a gente era menor o banho era no tanque, o mesmo em que os caranguejos passeavam antes de ir pra panela.
Na calçada tinha um ingazeiro, que dá um fruta parecida com a vagem da ervilha, só que dentro é cremosa, com fiapos e muito doce. Tinha um rack enorme na entrada, com pés palito, eu fuçava em todas as gavetas para descobrir segredos. Nesse rack que todo ano se montava a árvore de Natal, toda prateada, cheia de fiapos e bolas chiques de vidro que foram se quebrando com o tempo. Os presentes só apareciam depois que a gente saía pra dar uma volta com o meu vó e quando a gente voltava o Papai Noel tinhado passado por ali, que azar o nosso, ele sempre chegava quando a gente ia dar nossa voltinha. Minha vó sempre falou que só ganha presente quem acredita em Papai Noel.
Eu acredito até hoje e queria estar agora na Ilha da Fantasia chupando um ingá...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Essa pessoa e o mundo que a rodeia

Essa pessoa é bem legal, bonita, simpática, inteligente, cheirosa e modesta. Essa pessoa é casada. Essa pessoa um dia estava na casa da cunhada, irmã do marido e ficou com vontade de tomar marguerita. A cunhada ligou para uma amiga da mãe que não entende ironias.
-Oi amiga da minha mãe, a minha cunhada tá aqui grávida de vontade de tomar marguerita, tem a receita?
A amiga da mãe que não entende ironias (tão ruim quanto ter que explicar piada) ligou para a mãe da cunhada, vulgo sogra d´Essa pessoa e disse que a nora dela (essa pessoa) estava grávida.
A sogra ligou para a filha (cunhada dessa pessoa) e perguntou, sendo que a cunhada desmentiu tudo, disse que era apenas uma piada.
Mas a sogra não acreditou. Espalhou para a família e acha que Essa pessoa está mentindo. Já falou pra irmã, pra mãe dela, pra vizinha da cunhada e anda olhando meio torto pra barriga dessa pessoa, que no máximo é uma gordurinha localizada, vulgo provolone.
Capaz de se não aparecer um bebê daqui a 9 meses a sogra ainda achar que Essa pessoa deu o "provolone" para adoção...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sansão

Que relação louca é essa que a mulher (em especial a brasileira) tem com o seu cabelo? Aqui parece que a regra é: quanto mais comprido melhor! Não importa se tá com 3 cores, ponta dupla, ressecado, quebrado, elas querem comprimento, e pronto!

Eu já sou diferente, adoro mudar meu cabelo, cortar, tentar cores novas, só não gosto de nada definitivo como alisamento, por exemplo. Cortei meu cabelo faz uns dois meses, ele tava bem grande e deixei na altura do ombro, repicado. Quando uma amiga viu teve um choque: mas por que você cortou o cabelo? Tava tão bonito, tão grande... Ela se lamentou por mim.

Tem muitas que não gostam de mudar nem de penteado, é todo dia daquele jeito, não colocam nem uma tiarinha, se acostumaram daquele jeito e rejeitam mudanças. Nos programas de tranformação você vê bem a reação dessas mulheres. Às vezes o cabelo tá detonado, feio mesmo, e ainda assim elas relutam em cortar qualquer coisa mais que um dedo.

Talvez as mulheres se apeguem tanto a esse cabelo, pois essa, quem sabe, seja a relação mais segura, longa e fiel que já tiveram na vida.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Gostosa

Aí você morre. Porque um dia todo mundo vai morrer, dizem que é a única certeza que temos, né?

Aí você chega ao céu. Uma vibe branca de neve antes da madrasta. Musiquinha angelical (sem harpa, pq harpa não é bem no céu que toca, é mais embaixo). Bichinhos saltitantes. Céu azul. Bate o maior papo cabeça com São Pedro (gente finíssima por sinal). Circula por um tempo, faz umas amizades e aí no alto falante: Senhora fulana, favor comparecer ao setor de reencarnação.

Saco, tem que voltar, fazer o que.

-Então D. Fulana, muito em breve você vai voltar para a terra, e olha que maravilha, pro Brasil de novo!

-Que beleza. Brasil. Legal, já tô acostumada com o clima, com o povo, com o jeitinho e sinto muito falta de feijoada.

-Ah que ótimo! Ficamos felizes que nossos clientes fiquem satisfeitos. Agora, algumas formalidades, a gente tem que escolher a sua família, tipo físico, profissão, esses detalhezinhos. Vamos começar pelas características físicas então. A senhora precisa passar na fila da altura, cor do cabelo, olhos, inteligência, cintura, tamanho do bumbum...

-Hum, vou correndo então pra fila da inteligência!

-Mas a senhora não aprende mesmo, né? Já falei que vc vai para o Brasil!

-Sim, e daí?

-Se me deixar "um" pro guaraná, deixo a senhora passar 2 vezes na fila da bunda! Vai por mim. Sucesso garantido...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A chuva

Vcs já sabem que meu vício é escrever. Escrevo aqui, no Trendy Twins, no meu diário, livros infantis e também alguns micro contos.
Hoje com esse tempo chuvoso achei um que combina com a metereologia.

A chuva caía forte e pesada. Era quase impossível enxergar o prédio ao lado. Nuvens cinzas, gordas, que não mostravam a menor disposição para ir embora faziam conjunto com as gotas que explodiam no chão apressadas e famintas.
Mas ela não ligava para o tempo lá fora.
Sentada no chão, olhando pela porta de vidro da varanda, ela realmente não se importava, porque o tempo combinava com seu estado de espírito.
Não, ela não estava deprimida ou coisa assim. Nenhum remedinho milagroso poderia ser usado. Nenhum motivo específico, nenhum problema real, nada palpável.
Estava abrigada, alimentada, casada, cheia e vazia.
Os pensamentos é que estavam preenchendo cada espaço do seu corpo, mas essa montanha russa, essa falação na mente é que a faziam se sentir estranhamente vazia.
Nada.
Sem motivo.
Acordou assim.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Botox

Eu tenho uma ruga. Mínima, porém ruga. Aquela que fica no meio dos olhos, ruga de preocupação, de brava. Mas prefiro achar que é ruga de fazer cara de inteligente, saca? É aquela ruga que surge quando estamos lendo, fazendo cara de interesse. Eu só descobri que fazia essa careta quando uma amiga disse: -Nossa, que cara de séria, até parece que está lendo um tratado filosófico. Não, não era. Estava lendo a revista Nova mesmo...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eu na aula de yoga

-Vamos lá, relaxe, respirando profundamente, coloque sua mão no abdomen.

-Gente, que pança é essa que eu tô?! Tá igual a da Britney Spears! Bom, mas pelo menos eu não tô dançando em cima de um palco só de top e shortinho.

-Relaxe mais um pouco, continue respirando tranquilamente, mente presente.

-Putz! Preciso comprar um presente pra minha amiga, o aniversário dela tá chegando.

-Mantenha o pensamento na aula, não disperse.

-Afe, não suporto gente que dispersa, sabe? Quando vc conta uma história e no fim pergunta o que o fulano acha e ele responde: ãh? Não gosto de gente assim não.

-Respiração lenta, profunda, sinta que o ar alimenta o seu corpo.

-Gente, o que eu vou fazer de janta?

-Se imagine no alto de uma montanha, o vento batendo no rosto.

-Ai, eu bem podia ir viajar no próximo feriado, né? Montanha, campo, hotelzinho gostoso.

-A mente sempre presente, só existe o aqui e o agora.

-Hum, o que eu posso comprar de presente pra minha amiga mesmo? Isso daria um ótimo post pro blog...

Blog Widget by LinkWithin