terça-feira, 10 de novembro de 2009

Laço

Um dos pedidos de casamento mais bonitos feitos em filme na minha opinião é o que o Ed Harris faz para a Julia Roberts na película Lado a Lado. Ele dá uma caixinha, ela abre e dentro tem um carretel de linha, uma ponta ele amarra no dedo dela e na outra ele coloca a aliança, enquanto a aliança percorre o caminho até o dedo ele faz um discurso belíssimo dizendo que no seu primeiro casamento ele deixou a linha se romper e que agora ele não quer que isso aconteça novamente.
Durante a nossa vida muitas linhas se rompem, brigas com colegas, desentendimento entre pais e filhos, rusgas entre irmãos, problemas com amigos. Acho até que tudo é reversível, a gente consegue consertar a linha, dá um nozinho e a ligação está feita de novo, dá até pra fazer um cachecol com a linha arrumada, mas o nó sempre vai estar ali, por mais que se disfarce, puxe pra dentro, cole, costure, e sempre vai incomodar.

13 pensamentos:

Sweet disse...

Oi...
Olha, eu acho que a vida sem estes nós não seria tão boa... O velho e conhecido chavão é que está correto: Como eu poderia apreciar o calor se eu nunca tivesse vivido o frio?
Os problemas, em qq relacionamento, são inevitáveis. Superar isso é que nos torna mais consciente do valor destes relacionamentos...
Os nós da minha vida não me incomodam tanto, pois nunca conheci linha que não se rompesse... O importante é que o cachecol me deixe bem quentinha no inverno... E me faça cafuné antes de dormir!

Andréa disse...

Vc tem razão,o nózinho sempre estará lá.
Mesmo que a relação seja mais superficial.
Agora,qdo a relação é importante na vida da gente e a linha se rompe,eu não sei não,mas acho quase impossível o nózinho passar despercebido.
Essas são as dores da alma.
Adoro esse filme,um dos meus prferidos,assisti sozinha no cinema.
Marquei o encontro para as 13:30 hs.
Beijinhos

RodOgrO disse...

AH!!! Obrigado! Pedi minha ex-mulher em casamento assim e sabia que tinha visto em filme, mas NUNCA lembrava qual. Ok, deixei a linha romper também (na verdade ela nunca existiu), mas powta vida, eu sempre tentava lembrar qual era o filme e não conseguia.

AFFFFFFFFFFe. =)

Fala Mãe! disse...

Acho que as vezes é os nós causados pela amizade acabam incomodando mais do que os do casamento, pois no casamento não tem como evitar, sempre surgem muitos..beijos querida

lolo disse...

AAAA, assisti esse filme esses dias no 43! Lindo, lindo, sempre choro!

Pablo Basan disse...

Eu não sei se gosto ou se odeio este filme.
Assisti este ano na globo no supercine - mas é um dos mais reprisados na tv fechada, e nunca assisti.
Gostei do começo ao meio.Quando chegou nos momentos finais, odiei.Não por ser ruim, mas por ser muito triste.Acho que é o mais triste que assisti até agora.Chorei, isso mesmo, chorei que nem um boboca na cena em que a mãe começa a dançar com os filhos pela casa e no finalzinho.Imagina uma coisas dessas na vida real?
Fiquei com esse filme na cabeça um bom tempo.
Agora quanto a cena do pedido de casamento, lembro-me que quando vi, pensei:

-um dia faço isso.rsrsrs

disse...

Acho que faz parte da vida aprender a conviver com os nós.
Bjs

Letícia Alvares disse...

Nunca vi esse filme, vou procurá-lo depois. Mas enfim, pro próximo relacionamento vou usar uma linha mais resistente. rsrs


Beijo.
(tô te seguindo aqui.. ;D)

Patricia Scarpin disse...

Nunca vi este filme - Julia Roberts só me agradou em "Mary Reilly" e "Erin Brockovich" - mas achei interessante a história do barbante. Reconheço que não lido bem com os nós que ficam. Tenho tentado, mas não tem dado certo, não. :(

Vinicius disse...

Boa tarde.Sou visitante novo, descobri o teu blog através do blog da amanda"o que eu penso de verdade" e achei bem legal o que li.Um pedido de casamento pode ser o maior erro ou o melhor acerto, nunca se sabe,nâo é...:O)Mas os filmes embelezam um ato tâo arriscado porém nâo menos belo e romântico, até saudável.Voltarei mais vezes para curtir os teus posts.Tenhas uma ótima tarde de quart-feira.
Abraço.

MLR disse...

O nó é como uma pedra no caminho, sempre irá existir!
Cabe a nós escolher, entre tropeçar sempre na mesma pedra ou arremessa-la para bem longe!

Fernanda Teles disse...

Tb assisti esse filme e amo essa cena. Outro pedido de casamento q eu adoro é de um dos livros da Becky Bloom. Ela está sendo dama de honra da amiga dela e de repente em uma situação onde não tem mais nenhuma convidada solteira ela inventa de jogar o buquê.. quando a Becky pega o buquê um bilhetinho com os tais dizeres, e o namorado dela olhando (lindoooooooooo). Em relação as linhas que se rompem eu acho q as piores são aquelas que não ne rompem nunca mas tb não te levam pra lugar nenhum .. só te puxam pra tras .. :(

Renato disse...

Bem colocado... Meio triste, mas é verdade.

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